Selton Mello entrega toda sua sensibilidade em O Filme da Minha Vida

Durante a coletiva de imprensa na última terça-feira (25), o ator/diretor Selton Mello conversou com cerca de 170 jornalistas em São Paulo para falar sobre seu novo longa como diretor, O Filme da Minha Vida.

A história é uma adaptação do livro de Antonio Skarmeta, Um Pai de Cinema (que foi relançado pela Record com o texto de Selton), na qual o diretor disse ter sido a adaptação do roteiro uma das partes criativas mais divertidas, onde ele teve total liberdade para mudar nomes, lugares e acontecimentos.

A narrativa conta sobre uma família feliz no interior do Brasil, na década de 60, onde há um garotinho que vive com sua mãe, brasileira, e seu pai, francês. O sonho de seu pai era que ele se tornasse “alguém na vida”, então quando crescido, ele vai para a cidade e estudar, porém quando retorna, descobre que seu pai abandonou a família, e desde então, começa uma busca atrás dele. Enquanto ele precisa lidar com a saudade do pai, ainda precisa resolver seus próprios dilemas de jovem-adulto, como o primeiro amor e o fato de não se achar bom o bastante, merecedor o bastante, para certas conquistas pessoais.

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É um filme delicado: “não é a toa que tem ‘Filme’ e ‘Vida’ no título”, disse Selton. A fotografia espetacular nos dá a impressão de um por-do-sol constante, passando a sensação de aconchego (talvez até um pouco semelhante com O Palhaço), e ao mesmo tempo, tristeza, o roteiro nos faz refletir de maneira tocante sobre nossos “demônios” e angústias internos e os personagens se pegam emocionados em diversos momentos. Tony (Johnny Massaro) via seu pai (Vincent Cassel) como um herói, um melhor amigo, e fica nítido a dor que ele sente por não saber aonde/como ele está, assim como sua mãe (Ondina Clais), que transborda melancolia o tempo inteiro, salvo os flashbacks.

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Apesar de ser um filme visualmente lindo e ter uma trama leve, gostosa, como o próprio Selton Mello ressaltou: “eu sou ator há mais de 35 anos, mas dirigi apenas três filmes”, o filme ainda peca em alguns aspectos, como o ritmo, e o fato de lembrar muito uma peça de teatro durante diversas vezes – o que ficou um pouco confuso se foi proposital ou não. É uma daquelas obras em que você tem que apreciar, e é possível que uma pessoa não tão sensível ache um pouco massante.

Durante a coletiva, Selton e seus colegas de elenco se mostraram bem humorados, emocionados e tratavam o projeto com muito carinho.

O Filme da Minha Vida estreia dia 3 de agosto.

 

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