“Joyland”, de Stephen King

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A capa nacional é a mesma da edição original.

 

O que parecia ser um simples emprego temporário de verão em um parque de diversões, transforma-se em uma experiência cheia de reviravoltas para o jovem Devin Jones, protagonista da história contada em “Joyland”, romance de Stephen King publicado em 2012 pela Suma de Letras aqui no Brasil.

“Joyland” é narrado em primeira pessoa e nos apresenta a vida de Devin Jones, um rapaz desiludido no amor, que decide trabalhar no parque que dá título ao romance. Para esquecer  seu complicado relacionamento com Wendy Keegan, sua ex-namorada, Devin embarca de corpo e alma no novo emprego, sem imaginar que o verão de 1973 mudaria sua vida para sempre…

A premissa de “Joyland” deixa em evidência um terrível acontecimento: o brutal assassinato de Linda Gray, morta a sangue frio enquanto passeava no Horror House, o trem fantasma do parque. Segundo a lenda, seu espírito costuma assombrar a atração – bem conveniente. Entre limpar o vômito das crianças dos brinquedos e vestir a ridícula fantasia de Howie, o Cão Feliz, Devin investe em uma sinuosa investigação para tentar descobrir o culpado pela morte prematura de Linda Gray e, principalmente, para saber se seu espírito continua vagando pelos terrenos da “Terra da Diversão”.

Durante os meses em que trabalha no parque, Devin constrói amizades duradouras com Tom Kennedy e Erin Cook, que dividem lugar com ele na pensão da excêntrica Sra. Shoplaw, e tornam-se seus futuros colegas de trabalho; Tom desempenhando as mesmas funções de Devin, e Erin trabalhando como uma “Garota de Hollywood”, contratada para fotografar os visitantes de Joyland esbanjando simpatia com seu vestido verde e seus cabelos ruivos. Juntos, eles protagonizam uma trama misteriosa e momentos descontraídos.

Contudo, o livro não se resume unicamente ao parque, é no belo litoral de Heaven’s Bay que Devin conhece os personagens essenciais para o desenrolar da narrativa: Mike e Annie Ross. Mike é um menino que, apesar de sua grave doença, é muito esperto e simpático, conquistando a amizade de Devin e contagiando-o com sua alegria. Além disso, o menino possui um dom incrível  que vai determinar o desfecho da situação. Annie, a mãe de Mike, parece super protetora e mal-humorada, mas logo Devin percebe o quanto ela é importante e divertida.

Basicamente, “Joyland”  é um diário no qual Devin compartilha conosco suas experiências pessoais ao lidar com suas descobertas, com a energia das novas amizades, com a dor das despedidas e com o orgulho do amadurecimento, tudo isso escrito de uma maneira que só Stephen King poderia transmitir. Esse é um dos pontos positivos do livro.

O ponto negativo de “Joyland” é prometer e não cumprir. Apesar de conter momentos envolventes e referências interessantes, a leitura é arrastada e não empolga o bastante. A minha maior expectativa foi em relação ao aspecto sobrenatural do enredo, que ficou em segundo plano e me decepcionou. Outro ponto de vista que não agradou foi a investigação de Devin, que mostrou-se apressada e apelativa, com momentos aleatórios e situações confusas. Houve passagens  em que o enredo se perdia entre as suspeitas de uma investigação, lendas sobrenaturais e as confissões de um jovem amargurado, mas tudo isso de uma maneira precipitada e sem inovação.

Se você anseia pelo terror característico do autor, não se engane, “Joyland” não é pra você. Porém, para quem adora uma escrita descontraída, com reviravoltas e surpresas, este é mais um livro de Stephen King que pode te render alguns momentos de expectativa, mas não é indispensável como tantas de suas obras.

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2 comentários em ““Joyland”, de Stephen King

  1. Tanta coisa pra falar que nem sei por onde começar… Bom, primeiro: Menino que demoooooora hahahaha tava me descabelando aqui esperando a resenha logo kkkk Segundo: PARABÉNS ela ficou incrível, abordou todos os pontos que deveriam ser abordados sem dar spoilers (odeio quando as resenhas possuem spoilers). Terceiro: Nem li o livro mas já me decepcionei pelos mesmos motivos que você. O principal ponto que me chamou atenção em Joyland foi esse “sobrenatural” que o livro prometia. Fiquei chateada, e deu até uma desanimada ):
    Mas parabéns pela resenha. Impecável como todos os seus trabalhos. ❤

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  2. Hahahah Que bom que você gostou do texto! Obrigado! Também esperei muito do livro e não foi tudo isso, o sobrenatural realmente fica de lado na trama, que é mais focada no dia-a-dia do Devin. Muito fraco. Tenta ler só pra não passar em branco kkkkkk

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